China
A civilização chinesa é uma das mais antigas do mundo. Pois esta é a única
a sobreviver continuamente no tempo, mantendo a sua cultura e tradição
praticamente intactas.

Os chineses pensavam que a melhor forma de viver não
consistia em modernizar-se, mas em repetir arquétipos do passado.
O país com a mais longa tradição nas ervas é a China. Em 1578, Li Shizhen completou o seu “Compêndio de Matéria Médica”, onde
listou 1800 substâncias medicinais e 11.000 receitas de compostos,
constituindo-se como uma das mais ricas fontes de conhecimento, sobre esta
matéria, alguma vez escritas. Estes conhecimentos básicos encontram-se
presentes na cosmetologia dos dias de hoje.
Os chineses utilizavam extractos aromáticos nas suas cerimónias religiosas,
queimando madeira e incenso para mostrar respeito pelos deuses e deusas. Uma
tradição que ainda hoje se pratica. Mais especificamente no campo da massagem,
a cultura Chinesa tem uma longa tradição na destilação de óleos essenciais e no
uso de extractos aromáticos. Os monges Taoístas
acreditavam que a extracção de fragrâncias de plantas, representava a
libertação da sua alma e tal como outras culturas, utilizavam uma única palavra
para designar o perfume, o incenso e a fragrância, essa palavra era “heang”. A escolha e a aplicação do “heang”,
dependia do tipo de estado estético que se pretendia atingir, subdividindo-se
em seis estados: tranquilo, recatado, luxurioso, belo, refinado e nobre. As
classes mais abastadas da China, faziam um uso extensivo das fragrâncias
durante as dinastias “Tang”, que tiveram início no
século VII d.C. e continuaram até ao fim da dinastia “Ming”,
já no século XVII. Os seus corpos, banhos, roupas, casas e templos,
encontravam-se impregnados de fragrâncias, pois era comum utilizarem tintas,
papel, cosméticos e sacos perfumados no interior das suas roupas. A China
importava extractos, um pouco de todo o mundo: óleo de Sésamo com essência de
Jasmim da Índia, água de rosas da Pérsia e gengibre da Indonésia. A maior parte
destes extractos, eram usados como curativos para as mais diversas doenças.
O Imperador Amarelo, Huang Ti, há 4500 anos,
formalizou a Teoria Médica no “Nei Ching”, que aborda desde o funcionamento dos órgãos
internos até à importância do equilíbrio emocional.
Esta obra teve uma grande importância para o desenvolvimento da Medicina
tradicional Chinesa.
A Medicina Tradicional Chinesa é uma ciência que explora os recursos
disponíveis na natureza, como forma de tratamento para diversas doenças.
O primeiro documento escrito sobre a arte de massajar, foi descoberto na
China e data o ano de 3000 a.C. A massagem oriental chinesa é um método
terapêutico manual que baseia-se na aplicação, em
pontos específicos do corpo humano, de pressões, de forma a eliminar a fadiga,
de criar sensações agradáveis e a estimular as defesas naturais do organismo.
Neste tipo de massagem, usam-se as mãos e principalmente os polegares, que são
usados para pressionar determinados pontos, com excesso ou falta de energia.
Podendo, também esta massagem ser designada de acupressura,
ou seja, pressão manual nos pontos de acupunctura.
Dentro da Medicina Tradicional Chinesa, temos
terapias como:
Ventosaterapia: Esta é uma
técnica, que através de recipientes de vidro ou plástico promove a sucção
na pele e nos músculos superficiais. Esta sucção elimina as aderências
entre a pele e a musculatura, activando a circulação, descongestionando e
desobstruindo assim o fluxo de energia nos meridianos.
Tui Na: O Tui Na é um conjunto de técnicas manuais vigorosas, onde o terapeuta
usa os seus dedos, mãos, punhos, cotovelos, antebraço e joelhos nos pontos
de Acupunctura e nos Meridianos. As técnicas disponíveis também podem
abranger manipulações articulares e incluem outros recursos acessórios,
como a ventosaterapia e a auriculoterapia.
·
Do-in: Esta técnica caracteriza-se pela pressão de
determinadas regiões do corpo, e é utilizada para prestar primeiros socorros,
para tratamento de saúde, como prevenção de doenças de stress, para
relaxamento, consciência corporal e harmonização interior.
Mas para além da medicina na China, também a
preocupação com a beleza física, estava presente no quotidiano.
O costume de pintar as unhas nasceu na China, no
século III a.C. As cores de esmalte indicavam a classe social do indivíduo. Os
primeiros vernizes de unhas eram feitos de goma arábica,
clara de ovo, gelatina e cera de abelha. Os reis pintavam as
unhas com as cores preto e vermelho, depois substituídas pelo dourado e
pelo prateado.
Na China, existia também uma prática, bastante
cruel, que eram os “pés pequenos”.
Nesta prática, os pés femininos eram moldados de
forma a ficarem com o máximo de
Desta forma, a mulher aparentava uma fraqueza,
quase que doentia, o que fazia dela uma mulher bonita. Esta era a preferência
daquela época.

Posteriormente, na dinastia Tang,
a mulher ideal era voluptuosa e com aparência saudável.
As normas para qualificação da beleza das mulheres
variam de geração em geração. Mas, existiam 10 normas comuns: cabelo preto,
brilhante e bem penteado. As sobrancelhas finas, bem pintadas e adornadas. Os
olhos grandes e brilhantes que podiam expressar o mundo interior, lábios
vermelhos e dentes brancos ordenados.
Deste modo, a civilização chinesa espalhou as suas
influências por todo o planeta e muitas delas perduram até aos dias de hoje.