Mesopotâmia
(entre 2300 e 1800 a.C.)
Mesopotâmia
é uma palavra grega que significa “região entre os rios”,
usada para designar o território entre os rios Tigre e Eufrates.
A civilização Mesopotâmica foi dominada por vários povos tais como: Sumérios, Babilónios, Assírios e Persas.
Estes povos deixaram um legado:
os cuidados estéticos. Apreciavam os perfumes, os cosméticos e
os incensos dos quais fizeram grande uso. Na
Mesopotâmia os perfumes e os incensos tiveram principalmente o aspecto de
purificação e rituais de limpeza. O uso de cosméticos por esses povos teve
ligação com as suas religiões. Nos seus rituais, como por exemplo, no baptismo,
utilizava-se o óleo, e certamente esse gesto tinha a ver com a purificação.
São poucos os documentos que mostram ou descrevem a produção de perfumes e, muitas vezes, esses documentos retratam muito mais o lado artístico do que o tecnológico. Sabe-se que não usavam nenhum tipo de destilação e que havia três processos disponíveis para a produção. Em um deles, chamado infusão, flores eram mergulhadas em óleo ou gordura a uma temperatura de aproximadamente 65º C. Esse tratamento era muitas vezes descrito em receitas para pomadas. Os perfumes eram obtidos pelo aquecimento de ervas em óleo e, em seguida, a mistura era coada ainda quente. Os instrumentos utilizados nesta operação podiam ser encontrados nas cozinhas, e foram estes mesmos instrumentos que influenciaram o surgimento dos primeiros equipamentos para laboratório e algumas das práticas dos primeiros alquimistas.
Num segundo processo de
produção de perfumes, as pétalas de flores eram difundidas nas camadas
de gordura animal. Quando os seus perfumes eram absorvidos, elas eram
substituídas por flores frescas até a gordura tornar-se totalmente carregada
com o perfume. As pomadas resultantes eram muito populares entre os antigos.
Num
terceiro processo, os líquidos provenientes de flores e sementes eram
utilizados na produção de óleos essenciais e perfumes através do esmagamento da
espécie.
Os óleos essenciais não eram naturalmente preparados em grandes quantidades. Nas receitas de cosméticos e de outras preparações os ingredientes aromáticos eram usualmente incorporados nos óleos ou gorduras por infusão. Os ingredientes usados eram muitas vezes aqueles com os quais ainda hoje se fabricam os perfumes.
Ainda quanto aos óleos sabe-se que o azeite proveniente da azeitona e o óleo de castor eram aqueles tipicamente utilizados pela classe mais desfavorecida. O óleo de moringa, o de rabanete e o de sésamo também tinham uma utilização muito comum. Os cosméticos produzidos pelos antigos eram feitos com gordura de boi, carneiro e de ganso. O óleo de peixe também era conhecido na Mesopotâmia mas dificilmente foi utilizado no fabrico dos cosméticos.
Na Mesopotâmia utilizavam as pinturas para os olhos para defesa contra insectos, infecções e protecção da visão, mas com o passar do tempo, os ingredientes que possuíam propriedades de repelir os insectos foram perdendo a sua importância e a sua eficácia, e as cores foram ganhando espaço. Assim, as pinturas tornaram-se enfeites para os olhos.
Quanto ao fabrico das pinturas para os olhos,
era feita uma pasta em que se misturavam, numa paleta, vários ingredientes,
tais como: minerais, terra e água. Esta pasta era aplicada nas pálpebras com os
dedos ou com astes feitas de osso, madeira ou marfim.
Para colorir os lábios e as faces usavam o ocre vermelho mas os Sumérios preferiam o ocre amarelo.
Os incensos eram produzidos com as mesmas resinas e óleos utilizados na produção de perfumes e eram muito utilizados nos cerimoniais religiosos e nos rituais mágicos, adquirindo assim uma grande importância.
Na Mesopotâmia era costume, a homens e mulheres,
usarem jóias, tais como brincos, contas, pingentes, braceletes, que foram
encontradas em casas particulares junto de cosméticos, como potes de unguentos para
o corpo e cabelos, escovas feitas de madeira e marfim, pinças e espelhos de
cobre e prata e até mesmo de ouro.